Medicamento é indicado para adultos já tratados cujo tumor apresenta características específicas.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou em 20 de outubro de 2026 a aprovação do Emrelis para determinados casos de câncer de pulmão avançado no Brasil. O medicamento, à base de telisotuzumabe vedotina, é destinado a adultos que já receberam tratamento sistêmico.
A autorização oferece uma alternativa a pacientes com opções terapêuticas limitadas após tratamentos anteriores, segundo a Anvisa. Ela não significa, porém, que todas as pessoas com câncer de pulmão possam usar o medicamento: a indicação depende do tipo de tumor e de características identificadas em exames.
Quem pode receber o Emrelis
O Emrelis é indicado para adultos que reúnem todas as características previstas na aprovação, de acordo com a Anvisa:
- Câncer de pulmão de células não pequenas do subtipo não escamoso;
- Doença localmente avançada ou metastática;
- EGFR do tipo selvagem;
- Alta expressão da proteína c-Met nas células tumorais;
- Tratamento sistêmico anterior.
Os exames e o histórico de tratamento ajudam a equipe médica especializada a avaliar se o medicamento é adequado para cada paciente. A aprovação não amplia a indicação para outros tipos de câncer de pulmão.
Como funciona o novo tratamento
O telisotuzumabe vedotina se liga à proteína c-Met na superfície das células tumorais. Depois de entrar na célula, libera uma substância que interfere em sua estrutura interna e provoca a morte celular, conforme a Anvisa.
Trata-se de uma terapia direcionada a uma característica do tumor. Por isso, a presença de alta expressão de c-Met faz parte dos critérios para o uso aprovado.
Qual foi o resultado do estudo com Emrelis
O estudo usado como principal base para a aprovação registrou 29,2% de resposta objetiva entre os pacientes avaliados, que já haviam recebido tratamento. Essa medida indica a proporção de participantes com redução significativa do tumor; não é uma taxa de cura.
Resultados do estudo e proporção dos subtipos da doença citados pela Anvisa
- 29,2%Resposta no estudoNa população total avaliada
- 34,5%Resposta com c-Met altaEntre pacientes com alta expressão
- 85%Casos de células não pequenasAproximadamente, entre os casos de câncer de pulmão
- 70%Subtipo não escamosoCerca de 70% dos casos de células não pequenas
Entre os participantes com alta expressão de c-Met, a resposta objetiva foi de 34,5%. Segundo a Anvisa, parte dos pacientes teve respostas duradouras, mas os resultados não permitem prever como cada pessoa responderá ao medicamento.
O que é câncer de pulmão de células não pequenas
O câncer de pulmão de células não pequenas é um dos principais grupos da doença e representa aproximadamente 85% dos casos, segundo dados citados pela Anvisa. Cerca de 70% desse grupo corresponde ao subtipo não escamoso, mas isso, por si só, não torna o paciente elegível ao Emrelis.
O câncer de pulmão começa com o crescimento descontrolado de células no tecido pulmonar. Quando há metástase, células do tumor se espalham para outras partes do corpo; o tratamento depende, entre outros fatores, do tipo e da extensão da doença.
Quais são os sintomas e como é feito o diagnóstico
Tosse, perda de peso e dificuldade para respirar estão entre os sintomas comuns do câncer de pulmão, segundo o material de referência da Wikipédia. Também pode haver sangue ao tossir, mas os sinais variam e não confirmam, isoladamente, a doença.
O tumor pode ser observado em exames como radiografia do tórax e tomografia computadorizada. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, de acordo com a mesma referência.
O Emrelis já está disponível no SUS?
A aprovação do registro pela Anvisa não significa que o Emrelis já esteja disponível no SUS. As fontes não informam uma data para eventual oferta do medicamento na rede pública.
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