Protótipo monitorou a atividade de músculos das costas e apresentou recuperação superior à de métodos comparados em um estudo com 15 voluntários.
Uma mochila desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Wuhan, na China, identificou sinais de cansaço em músculos das costas e aplicou massagens automáticas nas áreas detectadas. O estudo foi publicado em 24 de setembro na revista Cell Reports Physical Science.
O equipamento foi testado com 15 voluntários saudáveis, de 20 a 26 anos, após uma atividade com halteres destinada a fatigar músculos localizados entre as escápulas. Segundo os pesquisadores, a resposta muscular após a massagem adaptativa foi maior do que a registrada depois de uma massagem pré-programada, terapia de calor ou repouso.
Como a mochila detecta a fadiga
O sistema usa eletrodos colocados sobre a pele para acompanhar a atividade elétrica de quatro grupos musculares das costas. Com esses sinais, a mochila identifica quais áreas estão cansadas e o grau de fadiga muscular.
Quando detecta necessidade de intervenção, cabos levam uma ponteira macia de massagem até a região indicada. Sensores alimentam o sistema continuamente, permitindo o ajuste da força aplicada de acordo com o nível de fadiga identificado.
O que ocorreu nos testes
Os participantes ficaram sentados por dois minutos e depois levantaram halteres repetidamente durante mais dois minutos. A atividade reduziu a atividade elétrica dos músculos romboides à medida que eles se cansavam, o que indicou ativação muscular mais fraca.
Estudo comparou quatro formas de recuperação após exercício.
- 15Voluntáriosparticipantes saudáveis
- 20 a 26 anosFaixa etária
- 2 minutosRepouso inicial
- 2 minutosExercício com halteres
- 2,6 vezesAtividade muscularante massagem pré-programada
Após o uso da mochila, a atividade elétrica desses músculos foi cerca de 2,6 vezes maior do que depois da massagem pré-programada. O resultado também ficou 1,9 vez acima do observado após a terapia de calor e quatro vezes acima do registrado com repouso.
Limites e próximos testes
A avaliação envolveu um grupo pequeno, com 11 homens e quatro mulheres, todos sem problemas de saúde conhecidos. Por isso, os resultados se referem às condições específicas do experimento e o equipamento ainda precisa de testes com mais pessoas.
Especialistas ouvidos pela New Scientist consideraram a combinação de robótica flexível e terapia mecânica uma proposta criativa, mas apontaram que a mochila precisaria ficar mais leve e menos volumosa para uso prático. A equipe pretende compactar o modelo e testá-lo em condições reais que favoreçam dores nas costas.
Com informações de revistagalileu.globo.com.
Foto de capa: Randmimin/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

