Carta da Marinha dos EUA informa que não houve mortes por suicídio durante o desdobramento.
O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln registrou oito tentativas de suicídio durante um desdobramento que incluiu operações de combate contra o Irã, segundo carta do secretário interino da Marinha dos Estados Unidos, Hung Cao, obtida pela CNN. Os casos envolveram militares de vários navios do grupo, inclusive do porta-aviões.
A carta, datada de terça-feira e divulgada pela CNN em 23 de setembro, foi enviada à senadora Kirsten Gillibrand em resposta a perguntas sobre moral e saúde mental da tripulação. Cao informou que nenhum militar morreu por suicídio no período.
Número reúne tripulações de vários navios
De acordo com a carta, o grupo de ataque reuniu entre 6 mil e 7 mil marinheiros em aproximadamente meia dúzia de embarcações. O Lincoln ficou mais de seis meses fora do porto, em um período de operações de combate em ritmo elevado.
Números informados pela Marinha dos Estados Unidos e pelo Pentágono.
- 6 mil a 7 milMarinheiros desdobradosno grupo de ataque
- 356Tentativas na Marinhaentre militares ativos em 2024
- 337 milMilitares na ativadados de 2024
A CNN comparou os registros com os dados mais recentes divulgados pelo Pentágono: em 2024, a Marinha dos EUA contabilizou 356 tentativas de suicídio entre cerca de 337 mil militares na ativa. Segundo a reportagem, a taxa do grupo do Lincoln ficou aproximadamente alinhada à registrada no conjunto da força naquele ano.
A Marinha havia declarado anteriormente à CNN que não observou aumento de ideações ou tentativas de suicídio a bordo. Uma autoridade dos Estados Unidos também disse que a instituição não vê relação entre a duração do desdobramento e pensamentos de automutilação.
Estrutura de apoio a bordo
Segundo Cao, o porta-aviões levava recursos de saúde mental e apoio religioso durante a missão. A estrutura incluía profissionais voltados à prevenção, avaliação e atendimento de militares.
- Cinco capelães;
- Um conselheiro de prevenção integrado;
- Um psicólogo;
- Um assistente social clínico;
- Três técnicos de saúde comportamental;
- Um cão de instalação expedicionária.
Um integrante da tripulação ouvido pela CNN relatou moral baixo e dificuldades com serviços básicos do navio, como banheiros, bebedouros e água quente. Outros marinheiros consultados pela emissora disseram que a ausência de escalas em portos aliados diferenciou esse deslocamento de missões anteriores.
Retorno previsto ao porto de origem
O USS Abraham Lincoln deixou o Oriente Médio em agosto e, segundo a CNN, deve retornar a San Diego nas próximas semanas. A carta também confirmou que um marinheiro da ala aérea caiu ao mar no início de agosto, foi recuperado e recebeu atendimento médico; outro foi impedido de ir ao mar em março e também recebeu assistência, informou Cao.
Com informações de CNN Brasil.
Foto de capa: U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 3rd Class Clint Davis/Wikimedia Commons (Public domain)

