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Grupo do USS Abraham Lincoln registrou oito tentativas de suicídio

Carta da Marinha dos EUA relata oito tentativas de suicídio no grupo do porta-aviões USS Abraham Lincoln.

Lucas GodoyPorLucas Godoy Atualizado em 2 min de leitura
USS Abraham Lincoln (CVN-72)
Foto: U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 3rd Class Clint Davis/Wikimedia Commons (Public domain)
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Carta da Marinha dos EUA informa que não houve mortes por suicídio durante o desdobramento.

O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln registrou oito tentativas de suicídio durante um desdobramento que incluiu operações de combate contra o Irã, segundo carta do secretário interino da Marinha dos Estados Unidos, Hung Cao, obtida pela CNN. Os casos envolveram militares de vários navios do grupo, inclusive do porta-aviões.

A carta, datada de terça-feira e divulgada pela CNN em 23 de setembro, foi enviada à senadora Kirsten Gillibrand em resposta a perguntas sobre moral e saúde mental da tripulação. Cao informou que nenhum militar morreu por suicídio no período.

Número reúne tripulações de vários navios

De acordo com a carta, o grupo de ataque reuniu entre 6 mil e 7 mil marinheiros em aproximadamente meia dúzia de embarcações. O Lincoln ficou mais de seis meses fora do porto, em um período de operações de combate em ritmo elevado.

InfográficoDados do grupo de ataque

Números informados pela Marinha dos Estados Unidos e pelo Pentágono.

  • 6 mil a 7 milMarinheiros desdobradosno grupo de ataque
  • 356Tentativas na Marinhaentre militares ativos em 2024
  • 337 milMilitares na ativadados de 2024
Fonte: Marinha dos Estados UnidosSaúde em Família

A CNN comparou os registros com os dados mais recentes divulgados pelo Pentágono: em 2024, a Marinha dos EUA contabilizou 356 tentativas de suicídio entre cerca de 337 mil militares na ativa. Segundo a reportagem, a taxa do grupo do Lincoln ficou aproximadamente alinhada à registrada no conjunto da força naquele ano.

A Marinha havia declarado anteriormente à CNN que não observou aumento de ideações ou tentativas de suicídio a bordo. Uma autoridade dos Estados Unidos também disse que a instituição não vê relação entre a duração do desdobramento e pensamentos de automutilação.

Estrutura de apoio a bordo

Segundo Cao, o porta-aviões levava recursos de saúde mental e apoio religioso durante a missão. A estrutura incluía profissionais voltados à prevenção, avaliação e atendimento de militares.

  • Cinco capelães;
  • Um conselheiro de prevenção integrado;
  • Um psicólogo;
  • Um assistente social clínico;
  • Três técnicos de saúde comportamental;
  • Um cão de instalação expedicionária.

Um integrante da tripulação ouvido pela CNN relatou moral baixo e dificuldades com serviços básicos do navio, como banheiros, bebedouros e água quente. Outros marinheiros consultados pela emissora disseram que a ausência de escalas em portos aliados diferenciou esse deslocamento de missões anteriores.

Retorno previsto ao porto de origem

O USS Abraham Lincoln deixou o Oriente Médio em agosto e, segundo a CNN, deve retornar a San Diego nas próximas semanas. A carta também confirmou que um marinheiro da ala aérea caiu ao mar no início de agosto, foi recuperado e recebeu atendimento médico; outro foi impedido de ir ao mar em março e também recebeu assistência, informou Cao.

Foto de capa: U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist 3rd Class Clint Davis/Wikimedia Commons (Public domain)

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