Testes preliminares e estudos com pessoas fazem parte de uma mesma cadeia de avaliação de novos remédios.
O desenvolvimento de medicamentos depende de pesquisas não clínicas e clínicas que se complementam. Textos publicados pelo Poder360 e pelo MSN em 25 de outubro de 2026 destacaram que identificar uma molécula com atividade biológica não basta para transformá-la em remédio.
Segundo o Poder360, os resultados obtidos em cada etapa orientam e podem modificar as seguintes. A pesquisa não clínica reúne avaliações anteriores aos estudos em pessoas; a pesquisa clínica investiga o composto em participantes humanos.
Como são desenvolvidos novos medicamentos
O processo começa com a investigação de compostos que possam produzir o efeito biológico desejado e segue com testes de suas propriedades. Conforme o material de referência sobre desenvolvimento de fármacos, pesquisadores também podem usar métodos computacionais para escolher moléculas promissoras e planejar alterações nelas.
Essas ferramentas ajudam a estudar a relação entre a estrutura química de uma molécula e sua atividade biológica. Os resultados alimentam as avaliações posteriores, mas não substituem os testes necessários para investigar segurança e eficácia.
O que é pesquisa não clínica
A pesquisa não clínica avalia propriedades de um composto antes de sua primeira utilização em seres humanos. De acordo com o material de referência, essa etapa inclui testes de toxicidade em órgãos e em outras partes do corpo que possam ser afetadas.
Parte dos testes pode ser feita in vitro, fora de um organismo vivo. Outros são realizados em animais para observar, em conjunto, a exposição ao composto, seu metabolismo e possíveis efeitos tóxicos.
Quais são as fases da pesquisa clínica
Os ensaios clínicos são divididos em quatro fases, com objetivos que mudam ao longo da avaliação do medicamento. Segundo o material de referência, as três primeiras investigam segurança, dose e eficácia antes do pedido de aprovação; a quarta ocorre depois da aprovação.
| Fase | O que é avaliado |
|---|---|
| I | Segurança e dosagem, geralmente em voluntários saudáveis |
| II | Primeira avaliação da eficácia e investigação mais aprofundada da segurança em um pequeno grupo de pacientes |
| III | Segurança e eficácia em um grupo maior de pacientes com a doença-alvo |
| IV | Estudos após a aprovação do medicamento |
Se os dados de segurança e eficácia forem considerados suficientes ao fim da fase III, o composto pode seguir para o pedido de aprovação. A fase IV permite que ele continue a ser estudado após essa aprovação.
Foto de capa: MILNER MOSHE משה מילנר/Wikimedia Commons (Public domain)




