Participantes de série do NE2 falaram sobre obras, gestão, atenção básica e atendimento no interior.
Os candidatos ao governo de Pernambuco apresentaram, na quarta-feira (23), propostas para enfrentar problemas dos hospitais públicos do estado. As respostas foram dadas na série “Uma pergunta para todos”, exibida pelo NE2, da TV Globo.
Participaram Camila Falcão (UP), Guilherme Fonseca (PSTU), Ivan Moraes (PSOL), João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Renan Hallais (Missão). Victor Assis (PCO) foi convidado, mas não participou das gravações, segundo o g1.
Propostas para rede e profissionais
Camila Falcão defendeu ampliar os investimentos na saúde pública, levar hospitais ao interior e interromper a terceirização por organizações sociais. Ela também citou filas, falta de médicos, problemas estruturais em hospitais e a situação de profissionais de enfermagem.
Guilherme Fonseca propôs mais vagas e leitos, com novos hospitais e reformas. O candidato também afirmou que pretende encerrar contratos com organizações sociais e valorizar trabalhadores da saúde.
Ivan Moraes disse que priorizaria a atenção básica, que, segundo ele, alcança menos pessoas em Pernambuco do que em outros estados. Sua proposta inclui interiorizar a saúde por meio de residências para especialistas necessários nos hospitais fora da capital, com o objetivo de reduzir deslocamentos para tratamento fora do domicílio.
Hospitais previstos e obras citadas
João Campos afirmou que construiria quatro novos hospitais: o Hospital do Sertão de São Francisco, o Hospital do Sertão do Araripe, o Hospital da Criança do Agreste, em Caruaru, e o Hospital Geral Metropolitano, na divisa entre Recife e Jaboatão. Segundo o candidato, a última unidade teria mais de 900 leitos, mais de 5 mil profissionais e atenderia mais de 3 milhões de pernambucanos.
Dados apresentados pelos candidatos durante a série do NE2.
- mais de 900Leitos previstosHospital Geral Metropolitano
- mais de 5 milProfissionais previstosHospital Geral Metropolitano
- mais de R$ 150 milhõesInvestimento citadoHospital da Restauração
Ele também propôs requalificar hospitais já existentes, abrir centros de tratamento de câncer e implantar centros regionais para crianças neurodivergentes, com serviços como fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.
Raquel Lyra disse que recebeu, em janeiro de 2023, uma rede estadual sucateada e mencionou obras no Hospital da Restauração, onde, segundo ela, há mais de R$ 150 milhões investidos. A candidata citou ainda a troca de equipamentos em hospitais como Otávio de Freitas, Procape, Regional do Agreste, Getúlio Vargas e Barão de Lucena, além da entrega de um Hospital da Mulher do Agreste e de outras quatro unidades em construção.
Tecnologia e atendimento no interior
Renan Hallais atribuiu parte dos problemas da saúde estadual à questão orçamentária e apresentou um plano em três fases. A primeira prevê integrar prontuários e controlar estoques com inteligência artificial e machine learning para reduzir perdas.
Na segunda etapa, ele propõe acelerar atendimentos com telelaudos, fortalecer a rede no interior e reformar cinco unidades da Região Metropolitana. A terceira medida seria descentralizar o atendimento oncológico por meio da Rede Josué de Castro, proposta para ampliar o tratamento de câncer no interior.
Como foi a participação
O tempo de fala variou conforme a representação dos partidos no Congresso Nacional. Ivan Moraes, João Campos e Raquel Lyra tiveram um minuto; Renan Hallais, 40 segundos; e Camila Falcão e Guilherme Fonseca, 30 segundos cada.
Com informações de g1.
Foto de capa: Doll91939/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

