Bebê diagnosticada com cardiopatia congênita em Teresina seguirá em avaliação em Ribeirão Preto antes do procedimento.
Uma recém-nascida de 14 dias, identificada como Aurora Vitória, foi levada de Teresina para Ribeirão Preto (SP) na quarta-feira (23) para receber tratamento de uma cardiopatia congênita grave. A criança deverá passar por cirurgia cardíaca, procedimento que, segundo o cardiologista pediátrico Marcelo Madeira, não é realizado no Piauí nos casos mais graves.
O diagnóstico foi feito após o nascimento, ocorrido em 8 de setembro, na Maternidade do Buenos Aires, na Zona Norte da capital piauiense. A família obteve acesso ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD), e a bebê viajou acompanhada pela mãe depois de ficar internada em uma UTI pediátrica da Maternidade Wall Ferraz.
Avaliação antes da cirurgia
Aurora Vitória continua internada em uma UTI em Ribeirão Preto. Nos próximos dias, ela deve realizar exames que ajudarão a equipe médica a definir o planejamento da operação.
De acordo com o pai da bebê, foram feitos cerca de 15 exames durante a gestação, mas a alteração cardíaca não havia sido apontada. O cardiologista ouvido pela TV Clube afirmou que o ecocardiograma fetal, previsto nos protocolos do SUS, pode detectar cardiopatias congênitas ainda na gravidez.
Segundo Madeira, nem toda cardiopatia exige intervenção gestacional. Em situações graves, porém, pode ser necessário organizar o nascimento e o encaminhamento do bebê para atendimento em outro estado.
Dados sobre a condição no Piauí
O Ministério da Saúde informou que 23 bebês nasceram com cardiopatia congênita no Piauí em 2026. Em 2025, foram 57 diagnósticos da condição no estado.
Cardiopatia congênita é o nome dado a alterações na estrutura do coração que se desenvolvem na gestação. Elas podem afetar a circulação do sangue e o funcionamento do órgão, com manifestações que aparecem logo nos primeiros dias de vida ou mais tarde.
Sinais que exigem atenção
O especialista citou sinais que devem ser observados por pais e responsáveis, especialmente em bebês:
- dedos ou língua com coloração arroxeada;
- cansaço intenso durante as mamadas;
- dificuldade para ganhar peso;
- irritação frequente e choro constante.
O médico também mencionou diabetes, hipotireoidismo, hipertensão, lúpus, infecções como rubéola e sífilis, além do uso de alguns medicamentos e drogas, entre os fatores de risco associados às cardiopatias congênitas.
Com informações de g1.
Foto de capa: Olavomm/Wikimedia Commons (Public domain)

