António José Seguro pediu um Serviço Nacional de Saúde mais forte, com acesso oportuno e maior estabilidade nas políticas públicas.
O presidente de Portugal, António José Seguro, reafirmou nesta sexta-feira, 25 de setembro, que está disponível para estimular um pacto de longo prazo para a saúde. A declaração foi feita no Fórum Internacional de Saúde de Cascais, realizado no Centro de Congressos do Estoril, no distrito de Lisboa.
Segundo Seguro, um acordo amplo é necessário para fortalecer o Serviço Nacional de Saúde português (SNS) e assegurar que a população tenha acesso aos cuidados no momento adequado. O presidente afirmou que o sistema enfrenta listas de espera, urgências pressionadas e falta de médicos de família.
Pacto foi lançado no início do mandato
O chefe de Estado disse que lançou a proposta de pacto no começo de seu mandato e que o entendimento deve concentrar as energias de forças políticas, parceiros sociais e sociedade civil. Em abril, Seguro indicou o médico e ex-ministro Adalberto Campos Fernandes para coordenar a elaboração do documento.
A fonte afirma que não há informação sobre o estágio atual desse processo. Campos Fernandes preside o Fórum Internacional de Saúde de Cascais, onde Seguro fez o discurso.
Prioridades para o sistema de saúde
Para o presidente, o SNS precisa ser mais forte e resistente. Entre as medidas citadas por ele estão a valorização das carreiras e a fixação de profissionais nas regiões onde são mais necessários.
Seguro também defendeu melhores condições para que os jovens construam o futuro em Portugal. Na avaliação dele, a sustentabilidade do serviço público não depende apenas de reduzir gastos, mas de planejar, avaliar, gerir bem os recursos e manter estabilidade nas decisões.
Clima e crises sanitárias
No encerramento da fala, Seguro alertou para os efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde e para os desafios impostos por crises sanitárias. Ele defendeu cooperação internacional e políticas públicas que preservem recursos mínimos de autonomia.
O presidente avaliou que reformas de maior alcance exigem continuidade e não devem ficar condicionadas a ciclos políticos curtos.
Com informações de observador.pt.
Foto de capa: Lula Oficial/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

