Guilherme nasceu em 2023, após uma mudança na lei portuguesa permitir o uso de sêmen criopreservado do pai morto.
Guilherme, filho de Ângela Ferreira e do falecido Hugo Ferreira, completou 3 anos em 16 de agosto. A data foi celebrada pela mãe em uma festa com familiares e amigos, cujas imagens foram divulgadas por ela nas redes sociais.
O menino nasceu no Centro Materno-Infantil do Norte, no Porto, em agosto de 2023. Segundo o iol.pt, ele foi a primeira criança em Portugal concebida por inseminação com o sêmen do pai após a morte dele, possibilidade que passou a ser prevista na legislação portuguesa sob determinadas condições.
Uma gravidez após mudança na legislação
Hugo Ferreira morreu de câncer em 2019 e havia deixado sêmen criopreservado, além de uma autorização para que Ângela o utilizasse no projeto parental do casal. Naquele momento, a lei de Portugal não permitia a inseminação pós-morte com material do companheiro falecido.
Ângela passou a defender uma mudança na legislação, em um caso que ganhou repercussão nacional após a reportagem “Amor Sem Fim”, da TVI. A alteração aprovada posteriormente permitiu o uso de sêmen criopreservado depois da morte do doador em situações específicas, de acordo com a fonte.
Em fevereiro de 2023, ela anunciou a gravidez. Meses depois, Guilherme nasceu no Porto, quase quatro anos após a morte de Hugo.
Os dados do nascimento
No dia do parto, Ângela informou que o bebê nasceu às 11h09, com 3,915 quilos e 50,5 centímetros. Agora, ao marcar o aniversário, ela escreveu que foram três anos de “muito amor e alegria”, embora também tenham sido marcados por poucas noites de sono.
Informações divulgadas pela mãe no dia do parto.
- 16 de agosto de 2023NascimentoNo Porto
- 11h09Horário
- 3,915 quilosPeso
- 50,5 centímetrosComprimento
A mãe também relatou, em entrevista citada pela fonte, que a privação de sono está entre os desafios da maternidade sem a presença física do marido. Nas publicações recentes, porém, predominam registros do crescimento de Guilherme e da celebração de seu aniversário.
O que se sabe sobre o caso
A inseminação pós-morte foi realizada a partir do sêmen que Hugo havia preservado antes de morrer. A autorização dada por ele e a mudança na legislação portuguesa foram elementos centrais para que Ângela pudesse engravidar, segundo o iol.pt.
O caso foi acompanhado publicamente em Portugal durante os anos de discussão da lei e voltou a ganhar atenção com o aniversário de Guilherme. A fonte não informa outros detalhes sobre os procedimentos médicos realizados.
Com informações de iol.pt.
Foto de capa: Dale Cruse – 10M views from San Francisco, CA, USA/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

