Especialista esclarece as diferenças entre as categorias e indica o que observar na compra e no armazenamento.
O azeite extravirgem pode ser usado para refogar e cozinhar, segundo a nutricionista científica da WebDiet, Larissa Martins. Em orientações divulgadas em 25 de setembro, ela explicou que o aquecimento pode reduzir parte dos compostos fenólicos do produto, mas não o torna automaticamente tóxico.
As orientações foram publicadas após ações recentes de fiscalização do Ministério da Agricultura e Pecuária identificarem irregularidades em lotes de azeite de oliva. Larissa também esclareceu as diferenças entre as categorias disponíveis e os cuidados que o consumidor pode tomar na compra.
O que muda entre as categorias
O extravirgem é produzido por processos mecânicos e atende aos critérios físico-químicos e sensoriais mais rigorosos entre os azeites virgens. Por isso, preserva maior quantidade de compostos fenólicos. O azeite virgem também é obtido por processos mecânicos, mas não reúne as características necessárias para ser classificado como extravirgem.
Já o produto vendido como azeite de oliva costuma combinar azeite refinado e azeite virgem. Segundo Larissa, a escolha entre as categorias depende da finalidade de uso e do conjunto da alimentação.
Benefícios não substituem tratamento
O extravirgem contém predominantemente gorduras monoinsaturadas e compostos como o oleocanthal. Pesquisas estudam mecanismos ligados à inflamação, e estudos associam o consumo do produto, sobretudo em padrões alimentares como a dieta mediterrânea, a efeitos benéficos à saúde. A nutricionista ressalva, porém, que isso não significa que o azeite funcione como um anti-inflamatório ou substitua tratamento médico.
Amargor e picância podem aparecer em azeites extravirgens e estar relacionados aos compostos fenólicos. Essas características, assim como a aparência e o cheiro, não confirmam a autenticidade do produto: a identificação de fraudes exige análises laboratoriais.
Como escolher e guardar o azeite
Larissa recomenda verificar na embalagem:
- A categoria do produto;
- A origem e o fabricante;
- O lote;
- A validade.
A especialista também orienta consultar as listas de produtos e marcas irregulares divulgadas por órgãos oficiais. Para armazenar o azeite, recomenda embalagens que o protejam da luz, como garrafas de vidro escuro, e manter o recipiente bem fechado, longe do calor e da luminosidade.
Com informações de terra.com.br.
Foto de capa: my friend/Wikimedia Commons (CC BY 2.5)

