O bem-estar sexual tem um papel essencial na saúde mental, e Alexandre Bicalho, empresário e proprietário da L’amour Boutique Erótica, observa essa relação diariamente. “Percebemos como a exploração da sexualidade com naturalidade e respeito impacta diretamente a autoconfiança e o bem-estar das pessoas”, afirma. Em um mundo acelerado como o de 2025, onde as pressões sociais afetam as emoções, entender essa conexão é essencial para uma vida mais plena e equilibrada.
A psicóloga Naiara Graciane Pinto Felisberto, especialista em Terapia Cognitiva Sexual, reforça que dificuldades na vida sexual podem desencadear sentimentos de inadequação, ansiedade e até mesmo depressão. “A sexualidade vai além do físico; ela envolve emoções, pensamentos e relações interpessoais”, explica. Assim, cuidar da saúde mental e da vida sexual de forma integrada pode ser um caminho para maior bem-estar.
A influência da mente na vida sexual
Quando a saúde mental está comprometida, a vida sexual também pode ser afetada. Condições como ansiedade, estresse e depressão reduzem o desejo e a satisfação, criando um ciclo de frustração. Além disso, a pressão por padrões irreais de desempenho e estética, muitas vezes reforçados pelas redes sociais e pela pornografia, pode gerar insegurança e baixa autoestima.
Para superar esses desafios, a psicóloga destaca a importância da comunicação aberta e da busca pelo autoconhecimento. “Conversar sobre expectativas e inseguranças com o parceiro e trabalhar a aceitação do próprio corpo são passos fundamentais para melhorar a vida sexual”, aconselha.
Estratégias para uma sexualidade saudável
Além da comunicação e do autoconhecimento, criar um ambiente que favoreça a exploração natural da sexualidade sem tabus é essencial. “Muitas pessoas ainda têm vergonha de falar sobre o que gostam ou desejam, e isso acaba impactando sua satisfação”, aponta Alexandre Bicalho. Ele acredita que produtos eróticos, quando utilizados com respeito e curiosidade, podem ser aliados na redescoberta do prazer e da conexão consigo mesmo e com o parceiro.
Uma vida sexual ativa e satisfatória libera hormônios como endorfina e oxitocina, promovendo relaxamento e fortalecendo os vínculos afetivos. “A intimidade física melhora a autoestima e a sensação de pertencimento”, explica a psicóloga. Alexandre complementa: “Quando as pessoas se sentem livres para explorar sua sexualidade sem culpa, sua qualidade de vida melhora significativamente”.
Em 2025, compreender a relação entre sexualidade e saúde mental não é apenas um luxo, mas uma necessidade. Investir no prazer e no bem-estar emocional pode transformar não apenas os relacionamentos, mas também a forma como cada um se percebe no mundo.
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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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