A ciência tem avançado cada vez mais na busca por novas formas de regeneração e tratamento de doenças, e as células-tronco extraídas do dente de leite surgem como uma possibilidade promissora. Pesquisas indicam que essas células possuem grande capacidade de diferenciação e podem ser utilizadas no futuro para reparar tecidos, tratar doenças autoimunes e até regenerar órgãos.
A cirurgiã-dentista Dra. Juliana Morelli, especialista no atendimento odontológico infantil e adulto (Odontopediatra), explica que os dentes de leite são uma fonte valiosa dessas células. “Muitas pessoas não sabem, mas os dentes que naturalmente caem na infância podem ser armazenados para uso futuro, pois contêm células-tronco com alto potencial regenerativo.”
O processo começa com a coleta do dente de leite no momento certo, quando ele ainda possui polpa viável. Esse material é então encaminhado a bancos especializados, onde passa por um processo de criopreservação, podendo ser armazenado por décadas para uso em tratamentos futuros.
De acordo com a Dra. Juliana Morelli, a pesquisa nessa área ainda está em desenvolvimento, mas já apresenta resultados promissores. “Estudos indicam que essas células podem ser utilizadas na regeneração óssea, no tratamento de lesões nervosas e, no futuro, até mesmo no combate a doenças como o Parkinson e a diabetes.”
Apesar do potencial científico, o armazenamento de células-tronco dentárias ainda não é um procedimento amplamente acessível. No Brasil, o serviço está disponível apenas em clínicas especializadas e bancos privados, com custos que variam de acordo com o tempo de preservação.
Para os pais que consideram essa opção, Dra. Juliana Morelli ressalta a importância de buscar informações detalhadas e conversar com especialistas. “Ainda há muito a ser descoberto, mas a possibilidade de usar células do próprio corpo para futuros tratamentos é uma das grandes promessas da medicina regenerativa. Esse pode ser um investimento valioso na saúde das próximas gerações.”
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SARAH MONTEIRO DE CARVALHO
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